Palestrante Mucio Morais

C-r-i-s-e  M-u-n-d-i-a-l
 Múcio Morais ||
Síntese da Palestra 

Lembro-me bem da passagem do ano de 1999 para 2000,
um rebuliço, uma emoção diferente, parecia até o aguardo de um filho,
o planeta estava para ter o seu inevitável encontro com o destino profetizado por Nostradamus, de 1000 passará e a 2000 NÃO CHEGARÁ.


Não foi por acaso que eu me encontrava no interior do templo de uma Igreja logo na véspera do "grande dia", incrível, gente que eu não via ha muitos anos estava lá, firme, rezando, orando, louvando, pedindo, choramingando como eu, mantenho ha mais de 30 anos o costume de estar na Igreja semanalmente, e, por isso conheço a turma toda, os que são freqüentes e os que não são.

Um amigo que havia se declarado "praticamente ateu" se é que isso existe, estava lá, meio sem jeito, meio ressabiado e logo se justificou:     Eu vim pra rever o pessoal, e  ironicamente lhe respondi em tom de afirmação: É bom mesmo, já que corremos o risco de não ter mais planeta. O Homem quase morreu, arregalou os olhos e começou a gaguejar, foi muito engraçado.


Porque estou me lembrando deste episódio trágico-cômico?
É que estou morrendo de rir de muita gente que estava esperando o ano de 2009 chegar como se logo na passagem de ano fôssemos ter algum sinal evidente da catastrófica e monstruosa "CRISE MUNDIAL" meu Deus.



Um amigo me ligou (empresário no ramo moveleiro) e fez a seguinte pergunta: E ai, preparado para enfrentar a onça em 2009? Meu amigo, eu não estarei preparado pra enfrentar onça nunca, nem em 2009 nem em 2059, minha estratégia com onças é diferente, meu negócio é correr mais que os pessimistas de plantão e deixar as onças pra eles, afinal de contas falam o tempo todo nesse tal enfrentamento, devem estar, portanto, preparados.

O tal 2009 está por acabar e te confesso uma coisa, êita anozinho que começou bão sô, estou com tanta proposta de trabalho que terei que fazer uma reengenharia em meus hábitos profissionais, vejo tantas perspectivas que nem consigo dominar as minhas idéias, achei tantas oportunidades que estou com dificuldade de escolher, parece papo furado né? Pois pense assim mesmo, afinal tem muita gente esperando a chance para entrar no espaço que os pessimistas e derrotistas de plantão estão deixando nos últimos e próximos meses,

Pra mim essa crise pode ir dando licença porque eu mesmo, pessoalmente decidi não entrar em crise, mas entrar nos buracos que ela deixar por aí, ando meio sem tempo pra ficar acompanhando a evolução desta epidemia virtual e pra falar a verdade, sou partidário da ignorância positiva. Você acha que não existe ignorância positiva? Existe sim, é aquela que não faz a sua mente dar meia volta ao olhar negativamente, não decidir, não avançar, encher de preconceito.
Sabe da estória do homem que vendia Laranjas?
Um sitiante criou sua família vendendo laranjas, todos os dias colocava caixas de laranjas em sua carroça e vendia a beira da estrada. Seu filho adolescente terminou o
ensino médio e o homem decidiu que era hora do menino ir para a cidade, fazer faculdade, virar doutor. Mandou o menino, e cinco anos mais tarde quando o doutor voltou pra casa, começou a ajudar o Pai na administração do sítio.

Pra começar vamos comprar uma parabólica e uma TV, o senhor precisa saber o que anda acontecendo no mundo. Alguns dias depois decidiu, em face da crise, que era melhor diminuir a produção de Laranjas e mandar dois dos quatro empregados embora, mais um tempinho e logo mandou também os outros dois.

Reduziu a produção e conseqüentemente a disponibilidade de produtos para a venda,
agora, vendemos somente uma caixa por dia, descobrimos estrategicamente o que o mercado consegue assimilar, consumir. Alguns meses depois faliram.

Culpa da crise, argumentou o rapaz, concordou o Pai, acenaram os amigos, vibraram os concorrentes. Hoje o sitiante trabalha na portaria de um edifício no centro de uma grande cidade, o doutor fez um concurso público e tem o seu garantido e o Pai Sitiante deve tudo isso ao filho informado, antenado, influenciado, alienado, capacitado.

Ainda bem que mandei meu filho pra capital, se não eu estaria vendendo laranjas até hoje, sem saber que o mercado não consome mais laranjas.

Ignorar as dificuldades?  Não creio que seja esse o caminho, mas certamente não dar muita importância a elas pode ajudar. No que diz respeito à orientação que dou a meus clientes e amigos vou continuar sendo preciso nas análises, estrategista nas ações e irreverentemente motivado e proativo.

Continuem produzindo e vendendo laranjas, criem novas estratégias de vendas, inaugurem novos modelos de consumo, desenvolvam novos produtos cítricos, descubra quem parou e ocupem os espaços, pensem, repensem, ousem.

E o mercado? O mercado meu amigo, consome o que você der a ele! Você é o mercado, você faz o mercado. Não dê personalidade definitiva a algo que é tão volátil, experimente e verá!

Abraço a todos e sucesso,

Múcio Morais,                                                                                                                                 Palestrante e Coach Motivacional                                                                                                           tel. 31 3082-7271                                                                                                                                  Site: www.muciomorais.com                                                                                                             e-mail: contato@muciomorais.com



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