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Quando vencer é tudo
             Artigo traduzido de Deepak Malhotra, Gillian Ku, e J. Keith Murnighan
         
Publicado por Harvard Business Online
A urgência em vencer freqüentemente prevalece à tomada de decisões racionais. Seguem aqui algumas dicas para acalmar seu despertar competitivo, impedir a competição baseada na emoção e gerenciar tudo isso a seu favor.

Alguma vez você tomou alguma decisão emocionalmente acalorada, apenas para “aparecer” e depois ter de encarar as conseqüências desse ato? Esse tipo de atitude é baseada num estado repleto de “adrenalina” que chamamos aqui de “despertar da competição”. É muito comum no mundo dos negócios – e freqüentemente o conduz a erros seríssimos e custosos.

Equívocos na tomada de decisão, de gestores e executivos em geral, podem estar sujeitos a esse fenômeno, seduzindo-os a trocar suas metas para maximizar o valor do negócio pelo objetivo de vencer o adversário a qualquer custo.

Há evidências de que esse tipo de competição potencializou vários tipos de erros graves nos negócios. Num contexto variado – leilões, negociações, disputas judiciais, fusões, aquisições, promoções de cargo ou até 
mesmo busca por talentos em management – os tomadores de decisão podem facilmente tornar-se obcecados em derrotar seus oponentes.

Não há nada, necessariamente, de irracional nisso. As pessoas gostam de vencer – especialmente rivais – 
mesmo pagando um bom preço por isso. Deve haver, de fato, benefícios estratégicos para agir dessa forma. 
Se ganhar um contrato irá danificar a imagem do concorrente por muito tempo, talvez faça sentido pagar 
mais do que um valor razoável pela vitória. No entanto, quando essa análise é conduzida no calor das 
emoções, 
ela cega os executivos. A fatura que chega pela conquista é, via de regra, alta.

Fatores como rivalidade, pressão e uma audiência julgadora são os principais itens identificados como “enzimáticos” para a manifestação desse tipo de competição.

Individualmente, eles podem causar danos ímpares na tomada de decisão. Agindo juntos, podem tornar as conseqüências desastrosas.

Por Deepak Malhotra, Gillian Ku, e J. Keith Murnighan


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