Artigo de Tammy Erickson*
As empresas necessitam muito dos
profissionais da Geração X - pessoas com trinta a quarenta anos de idade - que
devem exercer cargos de liderança nas corporações nas próximas duas décadas.
Muitas empresas, no entanto, estão dando como certo poder contar com esse
pequeno e precioso grupo de profissionais.
A maior parte daqueles que fazem
parte dessa geração não se sente ameaçada pela vida corporativa. Tendem a não
acreditar nas instituições em geral e magoam-se profundamente com as premissas
que pressupõem que se motivam pelas mesmas razões que a geração dos boomers (pessoas nascidas logo após a Segunda
Guerra Mundial) se motivou. Planejam deixar a vida corporativa em breve para
iniciar algum empreendimento ou trabalhar em empresas pequenas, opções que se
encaixam melhor, para eles, que os papéis corporativos que necessitarão
assumir.
Por que a geração X encontra-se
desconfortável com a vida corporativa?
- a carreira demorou para decolar:
muitos ainda sofrem com isso. Graduaram-se quando a economia estava em crise e
os boomers já tinham ocupado a maioria
dos cargos importantes. A Fortune, em 1985, disse: “A Geração X está achando a
vida, na fronteira profissional, mais difícil do que jamais achou...
encontram-se parados no trânsito demográfico... presos e enfrentando a oferta de
graduados da década passada.”
- quando eram adolescentes, viram
adultos serem demitidos das grandes corporações: o termo reengenharia passou a
fazer parte do universo das empresas. Isso causou uma sensação de falta de
credibilidade nelas e um forte desejo de preencher a vida com “planos B”, “só
para garantir”. Muitos desses adultos que foram vistos por esses adolescentes
estavam sendo demitidos quando tinham em torno de quarenta anos –
aproximadamente a idade que hoje possuem aqueles que fazem parte da Geração
X.
- planos de carreira estreitam-se
no topo: a gama de opções perceptíveis diminui à medida que os profissionais
tornam-se cada mais especializados nas funções ou atividades. A sensação de ter
um plano de carreira que se afunila e o aumento da vulnerabilidade dele é mais
palpável na transição de cargos de média gerência para de alta gerência,
exatamente o ponto onde a grande maioria dessa geração encontra-se
hoje.
- a economia estava em crise
quando a carreira estava se iniciando: além disso, justo agora que eles estão
assumindo papéis de liderança, as dificuldades voltaram a ser maiores e os
próprios papéis a desempenhar estão mais vulneráveis do que em qualquer momento
da década passada.- a incômoda Geração Y:
muitos pertencentes à Geração X agora devem atuar como gestores da Geração Y.
Sejamos sinceros: é uma missão impossível, ao menos se definirmos “gerir” como
controlar seus canais de comunicação. Ao mesmo tempo que os indivíduos da “Y”
competem por promoções e tentam “aparecer bem na foto”, muitos da Geração X
acham que os da Y dão conta de fazer várias coisas ao mesmo tempo. E isso os
incomoda.
- a Geração X, na realidade, está
cercada por um ambiente descontraído, mas que não é para ela: Os boomers e a geração Y estão aprendendo um com
o outro – e gostando disso. A Geração X sente-se deixada de lado.
- a Geração X é o grupo mais
conservador da força de trabalho: além disso, são cercados por tipos cool de ambos os lados. Na vida pessoal, essa
geração não é particularmente fã de regras mas acha que, no trabalho, elas devem
cumpridas – e se ressentem quando outros não fazem o mesmo. Soa injusto a eles
que a etiqueta na corporação ser reescrita, considerando que essa geração teve
que obedecer a sistemas rígidos por tanto tempo.
- indivíduos da Geração X guardam
um segredo a sete-chaves: ela não se sente nada confortável, ao contrário do que
pensam, com a tecnologia, que muda a maneira como as coisas são feitas. Para os
boomers é considerado aceitável
dissimular ignorância e pedir ajuda, mas é embaraçoso para a Geração X fazer o
mesmo.
- os colegas da geração boomers são inoportunos: a Geração X acha
exagerado o grau de interações que os pais boomers, dos subordinados da Geração Y,
realizam, e a maneira como são ignorados em função da constante presença deles
no ambiente de trabalho dos filhos.
- a pressão pelos deveres paternos
está no ápice: a Geração X é mais comprometida em despender mais tempo com seus
filhos que os pais dela eram, mas isso está ficando cada vez mais
difícil.
Seria o momento de eles descerem
do vagão corporativo?
Esperamos que não – ao menos para
boa parte deles. As corporações precisam muito da liderança que essa geração
pode exercer. O que falta é elas criarem um ambiente corporativo que a conduza
de forma mais concreta à realização de suas necessidades e materialização de
suas preferências.
Múcio Morais
Palestrante Motivacional,
Palestras Motivacionais e Seminários de Liderança
Telefax: (31) 3082-7271