Embalagens não trazem informações corretas sobre os prazos de validade! 



Idec: embalagens não trazem informações corretas
sobre os prazos de validade


A fim de alertar os fabricantes acerca das dificuldades encontradas pelos consumidores em encontrar ou compreender os  prazos de validade dos produtos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realizou, durante o mês de março, uma pesquisa com alimentos, produtos de higiene pessoal e cosméticos em grandes supermercados da capital paulista.

Os resultados apresentados não são muito favoráveis: embora a maioria das mercadorias traga a informação gravada, cumprindo aparentemente a lei, em muitos casos é quase impossível encontrá-la e decifrá-la. Na maioria dos casos de irregularidades, os fabricantes quiseram economizar nos custos de embalagem, o que gerou os erros.

De acordo com a legislação, os fabricantes devem informar os consumidores a respeito da data de validade de maneira clara, adequada, correta e sempre em língua portuguesa. Tal informação, além do número do lote, é essencial à saúde e segurança dos cidadãos. Além disso, vender, armazenar ou expor produtos impróprios ao consumo é crime.

Cosméticos e produtos de higiene
Nos cosméticos analisados, o Idec encontrou dois problemas: em um batom, só havia data de validade na embalagem de fora, e não no próprio tubo. Já nos pós descolorantes e cremes para cabelo, a validade vinha gravada em baixo-relevo (como nas embalagens individuais de ketchup) sobre a área de selagem lateral, com números pequenos e mal-feitos, o que dificultava a leitura.

Em relação aos itens de higiene pessoal, o Instituto encontrou problemas no fio dental e nos sabonetes. No primeiro caso, os dizeres em português apareceram sem destaque em relação às inscrições em outras línguas. Além do mais, a data de validade estava incompreensível, devido à má qualidade da gravação.

Já os sabonetes apresentaram problemas com a data de validade por esta estar colocada, em baixo relevo, sobre áreas já impressas. Entretanto, várias marcas traziam a impressão mais adequada, a laser e sobre a área reservada a esse fim.

Alimentos
Entre os alimentos congelados, dois problemas foram detectados: em alguns casos, a impressão em baixo-relevo causou problemas novamente, e em outros, a tinta utilizada nas embalagens não era resistente à umidade, o que tornava a leitura quase impossível.

Nos queijos frescos e nos doces foram encontradas as piores irregularidades. No primeiro caso, o prazo de validade veio impresso sobre o picote da embalagem, o que faz com que a informação seja perdida na abertura. No caso de chocolates e pastilhas, a validade só vinha na embalagem principal, e não nas individuais.

Nos macarrões, vários erros foram verificados. Em produtos importados, a confusão visual tornava quase impossível enxergar a informação sobre a validade. Em outros, fabricados de maneira artesanal, havia um rótulo solto dentro da embalagem, o que pode gerar uma troca de informações.

Giovanna Rodrigues  - fonte: InfoMoney

 
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