,Omissão, a pior atitude dos Pais!
Prof. Múcio Morais
Síntese da Palestra Dei a ele algo que o deixou
leve e quero te dar também: Lembra-se daquele berro de sua
mãe quando soube de suas notas na escola? Lembra-se daquela
"panelada" que pegou de raspão e lhe deu um belo hematoma?
Lembra-se do beliscão? do dia inteiro sem poder sair de casa
e seus amigos chamando na rua? da mesada cortada? da frase:
Vocês ainda vão me matar? ou O que eu fiz a Deus?
lembra-se destas coisas? Alguma delas te tornou um traumatizado? Um sem
rumo na vida? Você está com problemas emocionais
sérios por causa de alguma daquelas coisas? NÃO,
é claro que não. Até damos boas
rizadas quando nos lembramos não é mesmo? Eu
já tive que comer um prato de Jiló pra aprender a
não reclamar das refeições, pode? Sabe
o que me cusou? Sinceramente, nada. (Não estou defendendo
estas ações hoje) Mas só consigo me
lembrar delas de forma cômica. O desespero de Pais que sabiam
que deviam fazer algo, mas geralmente não sabiam o que.
Minha geração é de Pais que
não se omitiam, nem sempre acertavam, mas nunca se omitiam.
Faziam algo, diziam algo, deixavam claro sua
posição. Não se acovardavam diante dos
sentimentos dos "amigos feridos" nem do que a moda ditava. Hoje nossos
filhos precisam da mesma atitude, perceba bem, não disse de
Pais perfeitos, disse: A T I T U D E; É o grande
défict na educação familiar hoje.
Deixar claro, deixar óbvio, Comunicar sentimentos,
posições e valores. Demonstrar sem
mêdo. Ter A T I T U D E. Errar? você sempre vai
errar. Muitas vezes não vai saber o que fazer ou dizer, mas
quer um conselho, seja equilibrado mas faça e diga algo da
melhor maneira que puder, inclusive comunicando isto. Mas
não se omita, seus filhos não precisam de sua
perfeição, eles precisam é de sua
atitude. ATITUDE aqui é prova de amor. Alguns sentimentos
somente serão percebidos anos depois, tudo bem, plante-os
agora!
Ontem estava conversando com um amigo, ele tem 3 filhos adolescentes,
17, 16 e 14 anos. Estava me falando sobre sua dificuldade de
comunicar-se com os filhos, da distância que existe entre os
mundos de ambos. Me explicou como estava sendo "impossível"
ter algum controle, que temia causar traumas e problemas emocionais
futuros nos filhos por agir incorretamente. Me contou que às
vezes se irrita, às vezes fala demais, às vezes
fica sem saber o que dizer, enfim meu amigo é normal. Me
pediu ajuda, coisas do tipo o que fazer, o que falar, o que pensar
quando...NOTA: Este artigo é parte da série Pais & Filhos hoje, apresentada pelo Prof. Múcio Morais em eventos para famílias em diversos estados do Brasil. Contrate as Palestras:
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