O trabalho em equipe é reconhecido como
um poderoso instrumento para o ganho de performance das
organizações. Por conta disso, ultimamente, muito
se tem falado sobre como formar equipes produtivas, como tornar mais
fluida a comunicação entre as pessoas, como
favorecer a integração no ambiente de trabalho,
etc. Pouco se fala, porém, de um aspecto fundamental para a
eficiência das equipes: a confiança.
Se não parece difícil
assimilar a idéia de que confiança é
fundamental para o trabalho em equipe, o mesmo já
não se pode dizer sobre pôr essa idéia
em prática. Confiar implica colocar-se em
situação de vulnerabilidade perante aquele em
quem se confia, acreditando em suas boas
intenções e que ele fará a coisa
certa.
Por uma questão de economia emocional e
auto-preservação, as pessoas não saem
confiando abertamente em todos que cruzam seu caminho; longe disso,
têm critérios muito pessoais e subjetivos,
desenvolvidos ao longo da vida, que as levam a decidir confiar ou
não. Some-se a isso o fato de que o ambiente empresarial
é competitivo, refletindo a realidade do mercado de trabalho
e do próprio mundo em que vivemos, e constatamos o quanto a
questão é complexa.
Por todas essas razões, a
idéia de fomentar a confiança entre os membros de
uma equipe provoca a inevitável pergunta: como fazer para
que as pessoas confiem mais umas nas outras? É certo que a
disposição em confiar varia de uma para outra,
mas poderíamos dizer que todas são propensas a
isso, desde que reconheça no outro certos comportamentos que
o qualificam como um indivíduo confiável.
Trata-se, portanto, de valorizar e estimular a
adoção desses comportamentos, que são:
Competência -
Conjunto de habilidades, talentos e características que
permitem à pessoa ter influência em determinado
campo de atuação.
Transparência -
A atitude de dizer a verdade e colocar sinceramente as expectativas que
se tem em relação ao outro.
Cumprimento das metas -
Trata-se de realizar o que se prometeu ou comprometeu a fazer.
Consistência - É
a característica da pessoa cujas atitudes estão
alinhadas com um histórico de condutas passadas.
Comprometimento -
Uma pessoa comprometida atua com auto-responsabilidade, seriedade e
empenho em atingir os resultados esperados.
Coerência -
Coerente é a pessoa que faz aquilo que prega, que considera
bom para os outros o que considera bom para si mesma.
Cumplicidade -
Trata-se de criar algo em comum com o outro, uma
relação de parceria e lealdade na qual os
objetivos e motivos estão implícitos.
A confiança predispõe as
pessoas a abrir-se para ouvir e compreender o outro, o que lhes permite
criar canais de comunicação, avaliar suas
capacidades e assumir uma postura que favorece relacionamentos baseados
no ganha-ganha. É por meio dessas atitudes que se consolida
a cooperação, sustentada na crença de
que ninguém atinge um objetivo sozinho e, sim, que todos os
membros da equipe o atingem juntos. Constituem-se, assim, equipes
caracterizadas pela coesão e pela fluidez dos processos
internos, o que sem dúvida tem um impacto sobre seus
resultados - não só os relacionados ao trabalho,
como produtividade e rendimento, mas também os de
caráter psicossocial, tais como
motivação, bem-estar e
satisfação.
* José María Gasalla é
engenheiro Aeronáutico e Doutor em Ciências
Econômicas e Empresariais pela Universidade
Autônoma de Madrid (UAM). Atualmente, é diretor do
Programa Direção Estratégica de
Pessoas e Negócios do Esade (Escola de Negócios)
- Madrid, perito na Agência Nacional de
Avaliação Científica e
Acadêmica (Aneca), professor na Universidade
Autônoma de Madrid e avaliador do Processo de
Certificação de Coachs Profissionais e Executivos
da Associação Espanhola de Coaching (Aecop).
PALESTRAS VOLTADAS PARA
DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇA e TRABALHO EM EQUIPE
Múcio
Morais
Palestrante Motivacional, Palestras Motivacionais,
Seminários, Workshops,