Mas não é bem assim: a
educação financeira traz, sim, bons retornos.
Para ajudá-lo a entender melhor algumas das vantagens da
educação financeira, elaboramos uma lista de
regras que, se seguidas de perto, podem melhorar a sua vida financeira.
Os dez mandamentos
Os dez mandamentos têm como objetivo mudar seus
hábitos financeiros, ou seja, a forma como você
aborda as suas finanças pessoais. Não se assuste;
o que propomos não exige mais do que
organização, um pouco de planejamento e algum
sacrifício pessoal.
- Organize suas despesas por data de vencimento e
pague suas contas em dia: assim você evita gastos
desnecessários com multas e juros.
- Pague sua fatura de cartão de
crédito integral; quando não for
possível, pague ao menos o mínimo, e
não incorra em mais gastos no cartão.
- Analise com atenção seu
extrato bancário, observando possíveis
cobranças indevidas ou uso excessivo do cheque especial.
Veja se não existe um pacote de tarifas mais baixo, que
inclua apenas os serviços que você efetivamente
utiliza.
- Acumule uma reserva financeira igual ou
superior a três meses de despesas correntes. Portanto, para
quem gasta constantemente R$ 2 mil por mês, isso equivale a
acumular ao menos R$ 6 mil.
- Siga à risca seu planejamento
orçamentário. Pense nele como se fosse uma dieta.
Basta um deslize que você rapidamente acumule um quilo (ou
dívidas), que depois demora semanas ou até meses
para perder.
- Mude seus hábitos de consumo e evite
qualquer compra ou contratação de
serviço antes de efetuar uma pesquisa comparativa de
preços. Isso vale para tudo, até mesmo a
contratação de produtos e serviços
financeiros, como cartão de crédito,
financiamentos etc.
- Não atrase o pagamento de
prestações e procure manter um
histórico de crédito positivo. Na hora de
financiar, isso lhe garante condições mais
favoráveis.
- Poupe regularmente: primeiro, para
montar uma reserva de emergência; depois, para garantir seu
futuro.
- Faça um planejamento fiscal dos seus
investimentos. Separe os recursos, de acordo com prazo de investimento,
de forma a reduzir a carga tributária incidente. Desde
janeiro de 2005, a alíquota de
tributação na renda fixa e na
previdência privada passou a ser regressiva, ou seja, diminui
à medida que aumenta o prazo de investimento, exigindo uma
separação dos recursos de curto e longo prazo.
- Não contribua mais do que precisa
para a Previdência Social. Ou seja, contribua apenas
até o teto dos benefícios. Qualquer quantia acima
disto deve ser direcionada para a previdência privada. Aqui
também é preciso cuidado: limite sua
contribuição aos PGBLs e planos tradicionais ao
teto de dedução permitido; o restante, direcione
aos VGBLs.
Não se esqueça de se manter informado, pois
conhecimento vale ouro. Se você acompanha o que
está acontecendo ao seu redor, dificilmente
tomará atitudes precipitadas ou emocionais na hora de
investir!
Educação financeira traz
bons retornos
Ainda que não exista no Brasil um estudo quantificando os
benefícios da educação financeira,
não é difícil entender os
benefícios obtidos com ela. A
manutenção de um bom histórico de
crédito juntamente com o hábito de pesquisar as
condições de financiamento oferecidas permite que
a pessoa consiga se financiar a taxas mais baixas.
A adoção de princípios
básicos de
planejamento e controle financeiro
possibilita que você alcance mais rapidamente e sem gastar
tanto alguns dos seus objetivos de consumo, assim como possibilita uma
maior folga no orçamento, o que, em última
instância, traz maior tranqüilidade à
pessoa.
Esta estabilidade emocional reduz a
impulsividade das
decisões de consumo e investimento. Neste contexto, pode-se
afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, que o maior
benefício da educação financeira
é permitir que você tenha controle da sua
situação financeira. Algo que, efetivamente,
não tem preço!