Dicas
para ter uma vida equilibrada
Transtorno Obsessivo
Compulsivo
As pessoas obsessivas,
detalhistas, perfeccionistas tem grandes qualidades: costumam ser
trabalhadoras, competentes e confiáveis. Aqui estamos
falando de uma doença em que essas
características atrapalham a vida da pessoa. Ou seja, deixam
de ser uma qualidade e passam a ser um problema.
1) Sintomas:
O DOC se caracteriza
basicamente pela repetição de gestos, rituais,
pensamentos e atividades que a pessoa sabe que não fazem
sentido, mas que não consegue evitar.
Se não
executá-los passa por uma ansiedade brutal ou acha que
poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoas.
Uma das
características principais é que a pessoa tem
consciência de que os rituais ou pensamentos não
tem lógica, não são
necessários porém são
inevitáveis.
Quando conta para
alguém, às vezes até dá
risada do absurdo, outras vezes tem medo de ser rotulada como louca,
mas no instante em que o DOC "ataca", toda a lógica cai por
terra e a pessoa se comporta como se fosse escrava dele.
Os sintomas podem ser os mais
variados. Por exemplo:
- Lavar
as mãos muito mais do que o necessário.
- Lavar
a boca com água, sabão, álcool, etc.
- Voltar
para conferir portas, janelas, bico de gás, etc., mesmo
tendo certeza que estão fechados.
- Rezar,
recitar, falar ou pensar em frases, palavras ou músicas de
modo repetido.
- Não
pegar em objetos que poderiam ter caído no chão,
ou tocado em algo sujo, ou terem sido tocados por alguma pessoa que
poderia ter alguma doença.
- Ficar
se remoendo por ter feito algo que pode ter sido errado ou que poderia
ter sido interpretado pelos outros como sendo errado.
- Roer
unhas.
- Levar
tempo demais para fazer coisas comuns, devido à
repetição ou conferência exageradas
(por exemplo abrir e fechar coisas repetidamente, conferir
papéis e documentos muitas vezes).
- Ficar
se preocupando com a possibilidade dela ou de um familiar ter pego
alguma doença (hoje em dia a cisma mais freqüente
é de estar contaminado com AIDS).
Ele pode se manifestar com
mais intensidade em fases ou situações mais
difíceis na vida.
Quem sofre de DOC
está sujeito a ter fases de Depressão e ataques de ansiedade com
sudorese, palpitações e tremor, verdadeiros ataques
de pânico,
o que é normal e não quer dizer que
você sofra de três doenças ao mesmo
tempo.
DOC
não tem nada a ver com Psicose nem "loucura".
2) Fazem parte do
grupo dos Transtornos Obsessivos Compulsivos os seguintes quadros
clínicos:
- Dismorfofobia
ou Dismorfia Corporal, na qual a pessoa acha que alguma parte
de seu corpo é feia ou deformada. Muitos pacientes passam
por cirurgias plásticas que evidentemente não
trazem "resultados" e chegam a se isolar socialmente pela "vergonha".
- Cleptomania,
na qual a pessoa furta objetos de pequeno valor, os quais poderia
comprar. Em geral joga os objetos fora, ou dá para
alguém, ou guarda como troféu. O impulso de
furtar é precedido por grande ansiedade, posteriormente um
alívio.
- Sexo
Compulsivo.
- Jogo
Compulsivo e Compras Compulsivas que
são tratados de modo bem diferente do TOC.
- Colecionismo
ou Hoarding: acumular quantidades enormes de
papéis, documentos, jornais velhos, objetos, tranqueiras,
sem nenhuma utilidade.
- Síndrome
de Tourette, consiste em ter tiques e cacoetes
principalmente com a cabeça, pescoço e
mãos, emitir sons pela garganta. Embora faça
parte do DOC, seu tratamento é diferente.
3) As causas
são um conjunto de fatores:
Com certeza DOC
não é causado por "falhas de
educação" nem por problemas de relacionamento
entre os membros da família. Ou seja, os pais não
causam DOC nos filhos.
4) Tratamento:
As pessoas que tem DOC
geralmente gostam de falar de doenças e se preocupar com
elas, mas não de tomar remédio. Elas se
classificam como "hipocondríacos que detestam
remédios".
Porém se
não for tratado, o DOC pode cronificar e se tornar
incapacitante. O tratamento mais eficaz consiste em:
- Medicação.
Não interrompa o tratamento por não sentir
melhora nas primeiras semanas. TOC é teimoso, você
tem que ser mais teimoso ainda.
- Psicoterapia
Cognitivo Comportamental, que é bem diferente da
Psicoterapia Analítica.
- Força
de vontade para resistir ao impulso obsessivo.
5) A
família pode ajudar:
- Insistir
no tratamento
- Lembrar
ao paciente a necessidade dele resistir às "manias".
- Não
levar a sério os medos, dúvidas e perguntas do
paciente. Por exemplo, o paciente quer voltar para casa para conferir
se fechou uma porta. Não concorde.
- Não
entre em discussões por exemplo sobre vírus e
bactérias e contaminações, pois elas
seriam infinitas.
6)
Observações:
A) Algumas vezes o primeiro
remédio não produz resultado e tem que ser trocado
B) Mesmo que você
já esteja se sentindo bem, não interrompa a
medicação. Seu médico deve decidir
quando diminuir, interromper ou trocar de
medicação. Se o medicamento tiver efeitos
colaterais, ele poderá ser trocado por outro que
não traga desconforto. O tratamento do DOC é
longo. A recaída em caso de
interrupção prematura do tratamento é
quase certa.
C) Se os sintomas do DOC
voltarem, não quer dizer dependência da
medicação, mas sim que ainda não era
hora de suspender o tratamento. Os remédios que tratam
Transtorno Obsessivo Compulsivo não criam
dependência. O DOC é que exige tempo de tratamento
longo. O importante é que a qualidade de vida da pessoa
melhore.
Sugestão:
assista ao filme
“Melhor Impossível”, com Jack Nicholson
e Helen Hunt.
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