Brasil teve papel decisivo na libertação de
Ingrid Betancourt...

O Brasil teve um papel ativo na libertação da ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nos últimos seis anos. Essa ação se deu por meio de pressões diplomáticas sobre o governo da Colômbia para que reabrisse as negociações com os revolucionários e não ordenasse tentativas de resgate dos reféns por meio da força militar. As afirmações foram feitas hoje à Agência Estado pelo diplomata francês e ex-marido de Ingrid, Fabrice Delloye, coordenador em Paris da campanha pela libertação dos reféns.

Delloye, pai dos jovens Mélanie e Lorenzo - filhos da ex-refém -, havia confidenciado no início do ano que não tornaria a ocupar os holofotes da imprensa após a libertação dos reféns, não por menosprezo, mas por fadiga. Informado pela AE de que uma polêmica se estabelecera no Brasil em torno do papel supostamente coadjuvante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações com as Farc, o diplomata aposentado aceitou falar.

"Não tinha conhecimento da polêmica e não posso concordar com ela. O presidente Lula sempre manifestou suporte à nossa causa. No início do ano, na Cúpula das Américas, reuniu-se com o primeiro-ministro da França, François Fillon, e ambos aprofundaram discussões sobre o tema", relata. "O Brasil foi formidável na libertação de Ingrid." Segundo Delloye, os interlocutores brasileiros - entre eles o secretário Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia - auxiliaram nas conversações com os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da França, Nicolas Sarkozy.

_ Comentário: O Fato é que ainda existem centenas de reféns em poder das FARC e o mundo não pode continuar indiferente e com ações tímidas em defesa da vida destas pessoas. É preciso definir uma nova postura diante destas atrocidades cometidas pelas FARC. Sem querer discutir as questões polítoco-filosóficas, é óbvio que diplomacia em excesso tem dado aos comandantes das FARC a sensação de importância, A Gente finge que acredita no diálogo e vocês fingem que tem um norte ético; alguma coisa parecida com negociação com sequestradores, uai, mas num é que é isso memo? 

Comentário do Prof. Múcio Morais - Consultor e Conferencista

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