Delloye, pai dos jovens Mélanie e Lorenzo - filhos da ex-refém -, havia
confidenciado no início do ano que não tornaria a ocupar os holofotes da
imprensa após a libertação dos reféns, não por menosprezo, mas por fadiga.
Informado pela AE de que uma polêmica se estabelecera no Brasil em torno do
papel supostamente coadjuvante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva nas
negociações com as Farc, o diplomata aposentado aceitou falar.
"Não tinha conhecimento da polêmica e não posso concordar com ela. O
presidente Lula sempre manifestou suporte à nossa causa. No início do ano, na
Cúpula das Américas, reuniu-se com o primeiro-ministro da França, François
Fillon, e ambos aprofundaram discussões sobre o tema", relata. "O
Brasil foi formidável na libertação de Ingrid." Segundo Delloye, os
interlocutores brasileiros - entre eles o secretário Especial da Presidência,
Marco Aurélio Garcia - auxiliaram nas conversações com os presidentes da
Colômbia, Álvaro Uribe, e da França, Nicolas Sarkozy.
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Comentário: O Fato é que ainda existem centenas de
reféns em poder das FARC e o mundo não pode continuar
indiferente e com ações tímidas em defesa da vida
destas pessoas. É preciso definir uma nova postura diante destas
atrocidades cometidas pelas FARC. Sem querer discutir as
questões polítoco-filosóficas, é
óbvio que diplomacia em excesso tem dado aos comandantes das
FARC a sensação de importância, A Gente finge que
acredita no diálogo e vocês fingem que tem um norte
ético; alguma coisa parecida com negociação com
sequestradores, uai, mas num é que é isso memo?
Comentário do Prof. Múcio Morais - Consultor e Conferencista
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