É sempre
muito alarmante assistir nos telejornais dia após
dia as matérias assustadoras sobre o caos da
saúde no nosso País. Entra CPMF
sai CPMF e a situação alarmante continua a mesma.
Saem sanguessugas entram “novos”
sanguessugas; tentam
aprovar um “novo”
imposto para a saúde e o problema persiste, insiste em nos
brindar todos os
dias com novas imagens e relatos que nos deixam atordoados.
Atordoado
por tantos absurdos, me pego pensando sobre o que
fazer para me prevenir ou me proteger em uma
situação de urgência ou
emergência. Com mais de cinqüenta anos nas costas,
fazer um plano ou um seguro
saúde esta fora de cogitação. Pagar
entre 2 e 3 mil reais por ano para uma
consultinha de vez em quando e uns exames de preventivos que
não custam mais de
400, 500 reais por ano é um luxo que eu, entre milhares de
cidadãos brasileiros
não pode se dar.
Ainda
mais quando ouço história de amigos meus que se
queixam
do tratamento que recebem quando tentam agendar uma consulta
através d seus
convênios. Para começo de conversa, o tratamento
da atendente ao telefone muda
imediatamente quando a resposta é para a segunda
opção para a fatídica
pergunta: “particular ou convenio”?
Nesse
momento o interesse e o tratamento não diferem muito de
quando procuramos o Serviço Publico de Saúde. A
data mais próxima disponível é
sempre mais distante da que precisamos, mas, se ligarmos novamente para
o mesmo
consultório e optarmos para um atendimento particular, ou
seja, sem o
famigerado convênio, corremos o risco de sermos atendidos
até no mesmo dia.
Se
optarmos por aguardar a consulta pelo convenio, certamente
seremos submetidos a uma situação constrangedora
de sermos ouvidos e não
examinados, numa “consulta” que não deve
passar de 15 entediantes minutos, para
em seguida sairmos com alguns pedidos de exames diagnósticos
que nos trarão de
volta aquele consultório algumas semanas depois para,
novamente, não sermos
examinados, e observar o Doutor ler toda aquela papelada que
não faz o menor
sentidos para nós e, em seguida, ouvirmos um veredicto
previamente
elaborado pela
Clinica de Diagnóstico e
receber uma receita medica com a recomendação
para retornarmos, caso os
sintomas persistam.
Se
você já viveu uma situação
como esta sabe bem a frustração
que isso provoca, sem contar com a sensação de
abandono, descaso e um
sentimento de desamparo num momento muitas vezes importante para cada
um de nós
PLANO DE
SAÚDE OU PLANO DE DOENÇA?
O
que chamam de “Plano de Saúde”, na
verdade trata-se de m
plano de doença, ou seja, você paga absurdamente
caro para quando ficar doente
ter um pouco mais de status do que aqueles miseráveis que
povoam as reportagens
dos telejornais diariamente.
A
pergunta é: A quem interessa toda essa
situação da saúde
em nosso
País?
Para
ser bem sincero, não creio que os valorosos
profissionais da saúde estão felizes com este
estado de coisas. Creio que a
imensa maioria da classe médica sonha e anseia com o dia em
que possam
consultar, na verdadeira concepção da palavra, os
seus pacientes, examiná-los
calma e detalhadamente, acolhe-los com toda
atenção e respeito, culminando com
a cura.
Entendo
que os irrisórios valores pagos não só
pelo Sistema
Único de Saúde, mas também pelos
convênios médicos os obrigam a optar pela sobrevivência
pessoal e familiar, onde a quantidade
se contrapõe a qualidade, fazendo com que a saúde
se transforme em um “negocio”
onde a sua própria sobrevivência
fala
mais alto. Eles também são humanos.
A
quem interessa todo esse caos em que se transformou o
sistema publico e porque não dizer também
privado? (leia-se planos e seguros
saúde). Sem sermos especialistas no assunto, apenas como
meros observadores do
que acontece ao nosso redor, não é
difícil concluir que os “interesses”
são
inúmeros: indústrias farmacêuticas; os
vampiros travestidos de políticos;
investidores; passando por “profissionais da
saúde” inescrupulosos, entre
tantos outros interesses. São tantos agentes envolvidos que,
como diria D.
Lucia, “só Jesus pra dar um jeito nisso”.
A
SOLUÇÂO
Desculpe
a ousadia de um leigo visionário que acredita que o
bom senso, a boa vontade e um pouco de inteligência pode ser
a solução para muitas
coisas. Mas, pensa comigo: e se ao invés de um plano de
doença, como está
concebido os planos atuais, um hospital respeitável, e
existem excelentes estabelecimentos
hospitalares por aí, criassem um autentico Plano de
Saúde onde o cliente, veja
a primeira mudança, eu disse “Cliente” e
não paciente, através do pagamento de
uma justa quantia mensal, recebesse um acompanhamento permanente, onde
periodicamente fosse submetido a exames e consultas com o objetivo de
acompanhar a saúde do cliente, agindo de maneira preventiva
e não apenas
curativa.
Com
ações como esta, onde o conveniado ou associado
dispusesse
de profissionais de saúde de todas as especialidades
acompanhando
preventivamente o seu quadro clinico, através de exames
realizados
rotineiramente, fosse submetido a um tratamento preventivo constante,
certamente teríamos um quadro muito diferente desse que
já nos acostumamos a
ver e que, infelizmente, já nem nos impressiona mais.
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Motivação,
Sucesso e Qualidade de VIda
Prof.
Múcio Morais (31) 3082-7271
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