Criados
à partir da satisfação de suas necessidades, a
nova geração de “subordinados” chega com
pouquíssima noção de
“subordinação à autoridade”. Os
fatores que determinam este comportamento são muitos e
vão desde a tendência à democracia familiar
corrente nos dias de hoje até a compensação por
ausência utilizada por muitos Pais que trabalham. O Fato
é, temos uma geração que conviveu durante sua
formação com modelos de liderança
incompatíveis com o rítimo das necessidades de uma
sociedade de consumo.
Consertar uma geração em seus conceitos e valores é tarefa que envolve
diversos setores. Porém, são notórias as dificuldades cada vez maiores das
lideranças, especialmente empresariais, na condução de suas equipes. Liderar
quem tem pouca ou nenhuma noção de autoridade e subordinação é uma tarefa que no
mínimo nos traz desgaste e desânimo.
A
questão que considero fundamental hoje, voltando nossa visão para os líderes, é:
Que tipo de compet|ência ou habilidade preciso desenvolver para lidar com este
tipo de situação?
Penso que a CAPACIDADE DE NEGOCIAR
é hoje um grande trunfo de líderes que conduzem equipes vencedoras. Já
temos percebido há muito que “bater de frente” com interesses, valores e
conceitos dos liderados geralmente traz muito mais prejuízo que vantagens. Porém
segue um alerta: Desenvolver a capacidade de negociar equivale à descobrir a
calibragem certa para o equilíbrio de um veículo com pesos distribuídos de forma
desigual.
Negociar não significa colocar “tudo” em discussão; Nem implica na
prevalência da opinião da maioria; Nem numa pseudo democracia de grupo onde a
autoridade fica sempre sujeita ao consenso; Negociar, antes de tudo, significa
colocar com clareza as regras que irão reger as relações de grupo. Negociar é
deixar claro princípios e valores fundamentais para que esta relação flua.
Negociar é determinar o peso de cada conceito, princípio de valor. Ou seja, o
líder não negocia sua posição, ele a destaca para o grupo. O grupo se desenvolve
à partir dele. Este é o início da negociação.
Sem definição destes “nortes” temos observado equipes se transformando em
“bandos ou grupos” em diversos empreendimentos que necesitam de equipes, bem
lideradas e com padrões de relacionamento bem definidos.
Negociar também, quando as regras já estão definidas, é a capacidade de
assertividade, perceber-se no outro e buscar fórmulas para satisfazer
necessidades individuais e em grupo. Buscar também de forma coletiva, mas deixar
claro que haverá sempre um filtro, equilibrado e sensato da
liderança.
Com ações simples no dia a dia a equipe deve perceber que a liderança
está sempre buscando as melhores soluções. Os melhores caminhos. Para atender
necessidades coletivas e individuais. Esta percepção contrubui para uma
subordinação menos conflituosa e mais cooperativa. Isso também é negociar e deve
fazer parte das ações de liderança. Chamo isso de gerar sentimentos
positivos.
Negociar portanto consiste em fases importantes que vão desde a definição
de princípios, conceitos e valores, passando pela aceitação harmoniosa do grupo
e se desenvolvendo no campo de sentimentos de filiação, adesão e cooperação. O
Líder de hoje precisa se desenvolver nestas questões. Líderes de sucesso fazem
liderados de sucesso. Com base em relações de sucesso. Conquistando resultados
de sucesso.
Múcio Morais
Palestrante Motivacional,
Palestras Motivacionais e Seminários de Liderança
Telefax: (31) 3082-7271