Em meio a euforia motivada pela simbologia da
eleição de Barack Obama, o mundo se pergunta se
esta eleição pode trazer
respostas conseqüentes para o enfrentamento das
conseqüências geradas pela
atual crise; Perguntas importantes precisam
ser respondidas, a crise atual, na verdade, é o
conjunto de uma série de crises estruturais que
vêm sustentando o atual modelo
selvagem e tendencioso do capitalismo; O modelo que mantém o
mundo sob controle
do poder econômico, que mantêm os pobres produzindo
para os ricos, que conserva
as hegemonias tradicionais tanto da América quanto da
Europa: Não estou muito
certo se a cor da pele de Obama realmente traduz uma nova filosofia,
temo, que
o negro educado por brancos, em escolas de brancos e dentro das
perspectivas e
pensamento dos brancos, não passe de um grande
“blefe” lançado sobre as
expectativas e sonhos de um mundo ansioso por mudanças,
ainda que nem saibam de
fato quais serão;
Em uma democracia é muito difícil fazer
mudanças radicais. Existem competências e
responsabilidades limitando o poder
de mudança. Em lugares onde existem os poderes estruturados,
as instituições
funcionando razoavelmente, a margem para manobra é pequena,
existe um labirinto
de interesses e lóbis;
Penso que os grandes e imediatos
desafios da
nova liderança americana está na
mudança de postura no relacionamento dos EUA
com a América do Sul, África e Oriente, desde
sempre a América tentou impor seus
modelos e convicções pela força da
intimidação ou das armas, que o diga o
desastroso governo Bush que felizmente está no final
(espero);
A
América precisa aprender a olhar para o lado e
perder a mania de olhar para baixo, precisa aprender a fazer parceiros
ao invés
de cúmplices, aprender a dialogar no lugar de pressionar,
precisa perceber que
a terra gira em torno do Sol e não em torno da
América,
Outro desafio será conquistar a confiança dos
atuais agentes motores do mundo, definir uma radical mudança
postural em sua
política externa, alguém acredita que isso vai
acontecer? Sinceramente eu quero
acreditar;
A América
precisa repensar os 700 bilhões anuais
em armamentos e confrontar esta filosofia com o escandaloso
déficit alimentar
do mundo;
Este
momento é uma incógnita, o que é real
mesmo
é o fato de que eu e você precisamos ter nossos
próprios sonhos, projetos e
planos, que a cada manhã precisamos nos levantar motivados e
continuar nossa brilhante
caminhada pela vida…
Que
o mundo não está dividido entre Obamas e
Maccains,
também não é justamente retratado pela
mídia sensacionalista que quer nos fazer
acreditar que o mundo está dominado pelos Lindenbergs,
Richtofens, Cravinhos, Beiras
mar e outras aberrações desta
fantástica humanidade,
Se
Obama não significar mudança, então
sejamos
cada um de nós um agente de
transformação: Se ele significar
mudança, então nos
inspiremos nele para realizar nosso quinhão: A nossa
caminhada não está
dividida entre antes e depois desse moço, mas sim entre
antes e depois da nossa
decisão de levar em frente nosso próprio projeto
de vida e diariamente
conquistar mais um pedaço dessa tal felicidade…
Sucesso
a todos!
Múcio
Morais – Palestrante e Coaching Empresarial
– (31) 3082-7271 – e-mail: contato@muciomorais.com / site: www.muciomorais.com
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